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Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban para defender emprego bancário, combate à precarização e fechamento de agências

  • Foto do escritor: SEEB Juazeiro
    SEEB Juazeiro
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

A segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) está marcada para a próxima terça-feira (7), quando a categoria reivindicará da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a defesa do emprego bancário, contra a precarização do atendimento e o fechamento de agências.


"Os bancos seguem lucrando, mas continuam promovendo reestruturações no setor, com o fechamento de agências, transferência de atividades, ampliação de terceirizações e usando as novas tecnologias sem garantir a necessária proteção aos trabalhadores", destaca a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias, Juvandia Moreira.


Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido.


Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).


A reestruturação, entretanto, não para na queda de agências e do atendimento humanizado e presencial aos clientes, mas inclui a precarização do emprego bancário, com aumento de terceirizando das atividades bancárias e de contratação de funcionários como PJs. "O serviço bancário deve ser feito por bancários, com direitos, segurança e qualidade no atendimento", reforça Juvandia Moreira.


O movimento sindical aponta também que os bancos estão concentrando ainda mais os lucros advindos dos processos de automação e usos de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial. "As mudanças tecnológicas não podem significar demissão, sobrecarga, vigilância abusiva ou retirada de direitos. Por isso, a nossa pauta de reivindicações propõe uma comissão bipartite para acompanhar projetos de automação, reestruturação, novos equipamentos, acesso remoto e demais alterações no trabalho bancário", completa Juvandia.


Entre as reivindicações relacionadas ao emprego que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão:


- Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.

- Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical.

- Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.

- Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva.

- Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.

- Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.

- Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade.


#MovidosPeloEmprego: Dia Nacional de Mobilização

Na segunda-feira (6), véspera da mesa de negociação, a categoria realizará o "Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Emprego", com atividades nas ruas e nas redes sociais.


"Vamos aprofundar o diálogo com as bases e mostrar à população que as reivindicações das bancárias e dos bancários por aumento real e melhores condições de trabalho são também reivindicações importantes para toda a sociedade, por atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias”, pontua Juvandia Moreira.


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