Argentina passa a considerar cuidado materno como "trabalho"



Enquanto o Brasil se afunda e os direitos dos trabalhadores são cortados com as políticas ultraliberais imposta pelo governo Bolsonaro, a Argentina dá o exemplo. Os "hermanos" vão garantir a aposentadoria de 155 mil mulheres que saíram do mercado de trabalho para cuidar dos filhos.

O Programa Integral de Reconhecimento de Tempo de Serviço por Tarefas Assistenciais dará o direito ao benefício às argentinas com 60 anos de idade ou mais que não completaram os trinta anos de atuação no mercado, necessários para se aposentar.

A medida é importante para reparar as desigualdades estruturais enfrentadas pelas mulheres e que culminam em sobrecarga de tarefas. As trabalhadoras com carteira assinada que recorreram à licença-maternidade também terão direito, podendo incorporar o período em que estiveram afastadas à contagem como tempo de serviço.

Como a inserção no mercado de trabalho para elas é mais difícil do que para os homens, 44% das mulheres em idade de se aposentar não têm acesso ao benefício. Cerca de 300 mil, entre 59 e 64 anos, não conseguem se aposentar por não ter os 30 anos de serviços exigidos nas contribuições.

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