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Você piscou e uma agência sumiu

  • Foto do escritor: SEEB Juazeiro
    SEEB Juazeiro
  • 23 de mar.
  • 1 min de leitura

A política de enxugamento da rede de atendimento bancário, tanto humana quanto física, disfarçada de reestruturação, tem feito agências sumirem em todo o Brasil em um piscar de olhos. O número de unidades despencou 37% em apenas 10 anos no país, totalizando um pouco mais de 14 mil, apesar do crescimento da clientela.


Desde 2015, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base nos dados do Banco Central, 638 municípios ficaram sem agência bancária. Com a atitude gananciosa dos bancos, que são lucrativos e focam apenas nos avanços tecnológicos, 6,9 milhões de pessoas ficaram desassistidas. Quanto maior o lucro, maior a irresponsabilidade social.


Hoje são 2.649 municípios sem agências, o que corresponde a 48% do total. Há 10 anos, o índice era de 36%. O fechamento de unidades afeta 9% dos brasileiros (19,7 milhões). Na década passada, 3,4%.

Na pandemia, os bancos abusaram e 6 mil unidades tradicionais deixaram de existir. Enquanto isto, as empresas fechavam as portas, literalmente, para a população, sobretudo os idosos ou aqueles que têm dificuldade com a internet. Ao mesmo tempo, investiram em atendimento remoto de gerentes e na criação de agências-conceito.


Fechar uma agência significa também remanejar, demitir e sobrecarregar os bancários realocados em agências que absorvem a demanda daquela que encerrou as atividades. Para os clientes sobram filas intermináveis, atendimento robotizado e exclusão.


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