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Trabalhadores têm vitória em dose dupla no Senado



O Senado impôs duas derrotas para o governo Bolsonaro na noite desta quarta-feira (01/09). A rejeição integral da MP 1045 e a aprovação, por unanimidade do PDL 342/21. Na queda de braço, conta a pressão organizada dos trabalhadores, por meio das entidades representativas, e demonstra o desgaste do governo e de Jair Bolsonaro.

Às vésperas das manifestações antidemocráticas e golpistas convocadas pelo presidente, o Senado mostra a insatisfação com os ataques à democracia e as instituições e as ameaças à quebra da ordem constitucional.

Tem mais. A vitória em dose dupla comprova ainda que a resistência democrática ao neofascismo bolsonarista tem nos movimentos sociais, em especial, o sindical, um dos principais instrumentos de sustentação.

Rejeição à MP A noite de votações no Senado começou com a rejeição da Medida Provisória 1045, que impunha uma nova reforma trabalhista aos brasileiros. A aprovação da MP era uma das prioridades do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“A MP 1045 representa um retrocesso trabalhista e essa é uma Vitória do movimento sindical, da luta popular e do conjunto de pessoas que se envolveram na luta para que nós pudéssemos salvar os direitos que ainda restam para a classe trabalhadora no país”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos.

Depois de receber mais de 70 emendas na Câmara, por orientação do próprio governo, o texto extinguia direitos básicos, como 13º salário, férias remuneradas e FGTS. Também aumentava a jornada dos bancários e outras categorias de 6 para 8 horas e reduzia a 20% as horas extras.

A medida ainda previa modalidade de contratação sem carteira assinada (chamada de "Requip") e sem direitos previdenciários. Na prática, significava a retirada de direitos elementares existentes há décadas na legislação trabalhista.


Fonte: Bancários Bahia.

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