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Santander lucra às custas de demissão e sobrecarga



A alta lucratividade dos bancos é resultado do empenho dos bancários e do que é cobrado dos correntistas. No Santander não é diferente. O lucro líquido gerencial de R$ 8,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, sendo R$ 4,171 bilhões somente no segundo trimestre, confirma. Mas, a empresa espanhola demitiu 3 mil funcionários no Brasil durante a pandemia de Covid-19.

No segundo trimestre de 2021, o banco arrecadou R$ 9,6 bilhões quando somadas a receita com prestação de serviços e a renda das tarifas bancárias. Um crescimento de 11,3% em 12 meses. Por conta das demissões, houve queda de 3,5% no ano nas despesas de pessoal mais PLR, totalizando R$ 4,4 bilhões.

Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias no Santander foi 215,8% em junho de 2021. Quer dizer que, consegue cobrir, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados, mais de duas vezes a folha de pagamento de pessoal com o que arrecada de tarifa dos clientes.

Os empregados que continuam estão sobrecarregados, sem tempo para almoçar, adoecendo diariamente e com medo de perder o emprego a qualquer momento. O Santander demitiu, não contrata e impôs o acúmulo de funções aos funcionários, o que só piora o atendimento à população. Lucra às custas da saúde dos bancários convocados a trabalhar presencialmente na pandemia sem receber equipamentos primários de prevenção, como álcool gel e máscara. Descaso.


Fonte: Bancários Bahia.

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