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Renda média cai abaixo de R$ 1 mil pela 1ª vez em 10 anos


Sem política pública por parte do governo ultraliberal de Bolsonaro, o fosso entre ricos e pobres aumenta no Brasil. No primeiro trimestre de 2020, a renda média da população ficou em R$ 1.122,00. Em menos de um ano, caiu 11,3% e chegou a R$ 995,00. É o ponto mais baixo da série histórica, iniciada em 2012.

Os dados são da pesquisa Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia, da FGV-Social (Fundação Getúlio Vargas). Durante as crises sanitária e econômica, o pobre é o que mais sofre. Enquanto a média das rendas individuais do trabalho na população em idade de trabalhar, incluindo os sem emprego, teve queda de 10,89% na pandemia, no caso dos vulneráveis, a redução foi de 20,81%.

A falta de ocupação é a principal responsável pela queda do poder de compra dos brasileiros. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego ficou em 14,7%, atingindo o recorde de 14,8 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A verdade é que o Brasil piorou de uma forma geral, mas os efeitos foram mais graves para os mais pobres. A população mais carente está sem dinheiro e sem esperança, sobretudo diante da lentidão do plano de vacinação contra a Covid-19. O país tem apenas 30,6 milhões de pessoas vacinadas com as duas doses, 14,5% dos habitantes. Tudo porque o governo recusou inúmeras vezes a oferta de imunizantes.

Para completar, ainda tem um grande esquema de superfaturamento de vacinas. Enquanto o governo brinca, a necropolítica de Bolsonaro faz vítimas fatais. Quase 540 mil pessoas já perderam a vida para a Covid-19. Especialistas estimam que 350 poderiam ter sido salvas.

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