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Pandemia e ultraliberalismo agravam drama do brasileiro



Pagar aluguel, contas de luz e água, comprar gás, alimentação ou gastar com transporte. A maioria da população brasileira tem de escolher o que fazer com o pouco que recebe. Com um salário mínimo de R$ 1.100,00, alguma despesa fica para o mês seguinte. Isso se o cidadão não for um dos 14,8 milhões de desempregados do Brasil. Aí a coisa piora. E muito.

Sem emprego, muitos brasileiros dependem do auxílio emergencial, que não dá para muita coisa. O valor médio é de R$ 250,00. Acontece que a cesta básica mais cara do país custa R$ 656,92 (Porto Alegre). Uma das mais baratas é encontrada em Salvador (R$ 482,58). Ou seja, com o benefício não dá nem para se alimentar direito.

Desde o início da pandemia de Covid-19, o preço dos alimentos subiu 15% no país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é quase o triplo da inflação geral registrada no mesmo período, 5,2%. A política ultraliberal do governo Bolsonaro tem levado o brasileiro à situação de miséria.

Dados do grupo de pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia mostram que 125,6 milhões de brasileiros, ou 59,3% da população, sofreram com insegurança alimentar durante a pandemia.

Além da crise sanitária, o abandono das políticas de combate à miséria, desde o golpe parlamentar-jurídico-midiático, piorou a situação do Brasil. Relatório da FAO aponta que 23,5% da população, entre 2018 e 2020, deixou de comer por falta de dinheiro ou precisou reduzir a quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos. Lastimável.


Fonte: Bancários Bahia.

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