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Governo Bolsonaro desmonta a Conab



O Brasil pós golpe jurídico-midiático-parlamentar, de 2016, sofreu com a devastação de recursos, com recessão econômica e aumento das desigualdades sociais. Um dos mais atingidos que influenciam até hoje é o estoque de alimentos básicos fornecidos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Até 2015, era mantido em certo nível e caiu drasticamente e chega a quase zero.

Com certeza isto também ajuda a impactar nos preços dos alimentos, como é o caso do valor exorbitante da cesta básica, por reduzir a oferta. O estoque total de milho chegou a atingir 5 milhões de toneladas em outubro de 2009 e 2010, segundo a Conab. Até 2015, houve queda, mas manteve-se perto dos 2 milhões. O problema veio a partir daí. Redução constante até chegar a 34.770 toneladas em outubro deste ano.

Para piorar, os recursos destinados à compra de produtos no PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), que beneficia a agricultura familiar, têm caído. Em 2012, chegou a quase R$ 587 milhões, possibilitando a comercialização de 297.619 toneladas de alimentos produzidos por 128.804 famílias.

No governo Bolsonaro, em 2019, foram operacionalizados em torno de R$ 41,4 milhões. Ao todo, comercializaram 14 mil toneladas de alimentos, oriundos de apenas 5.885 agricultores familiares. O Brasil precisa ter, pelo menos, 2,2 milhões de toneladas de estoque de alimentos, para ter um volume correspondente a 20% do consumo do povo.

A alta da fome no país nos últimos dois anos é uma das consequências da necropolítica de Bolsonaro. Pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar mostra que mais da metade da população estava em situação de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave), em abril, e mais de 19 milhões estão passando fome. Fonte: Bancários Bahia

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