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Governo acaba com Minha Casa Minha Vida sem alarde


Silenciosamente, o governo Bolsonaro acabou com o maior programa habitacional da história do Brasil, o MCMV (Minha Casa Minha Vida). Para passar despercebido, a estratégia foi rebaixar o orçamento do programa a níveis inéditos.

O governo tentou a substituição do programa para o batizado de Casa Verde e Amarela, para tentar deixar sua marca no país. Porém, não houve nenhum diálogo para entender as demandas dos movimentos por moradia, além de não ter garantias de que a população de renda mais baixa será beneficiada.

Com a pandemia do coronavírus, a equipe econômica de Bolsonaro aproveitou o foco na crise para consolidar o desmonte do programa. As obras ficaram paralisadas, e consequentemente, os recursos foram diminuindo até o programa acabar de vez.

Desde que foi criado, em 2009, até o fim de 2018, o MCMV investiu anualmente no programa R$ 11,3 bilhões, em média. Mas já no primeiro ano do mandato de Bolsonaro, o valor caiu para R$ 4,6 bilhões. Segundo o Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o Brasil possui um déficit de 7,797 milhões de moradias e seguirá em queda, já que o governo não ouve a sociedade e aqueles segmentos que representam os sem-teto, que são os que mais estão sendo atingidos pela pandemia e pelos despejos.

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