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Desligamentos prejudicam bancários e clientes



Os bancos demitem milhares de bancários e deixam as agências praticamente vazias. Em 2020, os privados desligaram 13 mil trabalhadores. No primeiro trimestre deste ano foram mais 8.625 cortes. Todos sentem os reflexos, desde os poucos funcionários que ficam e têm de trabalhar sobrecarregados, aos clientes, que precisam de paciência para ficar horas na espera por atendimento.

Na pandemia, o cenário piorou. As aglomerações nas portas das agências são rotina e a insatisfação é generalizada. Ao invés de ampliar o quadro de pessoal para resolver os problemas, os bancos investem pesado em tecnologia e empurram os usuários para os canais digitais.

Hoje, 67% das transações financeiras são feitas on-line, segundo a Febraban (Federação Nacional dos Bancos). É claro que a crise sanitária ajuda. Quem pode, evita ir às agências, grandes vetores de contaminação da Covid-19.

Mas, há muitos anos que os bancos apostam nos canais digitais e aumentam a exclusão bancária, já que nem todo mundo tem acesso ou facilidade para usar a internet. Tem ainda quem não confia e prefere utilizar os serviços nas unidades bancárias. No entanto, as empresas não estão nem aí para essa fatia da população.

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