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Brasileiros fazem bico para complementar a renda



No Brasil, ter emprego pode ser considerado um privilégio. Com o custo de vida nas alturas, resultado da necropolítica ultraliberal do governo Bolsonaro, 56% dos trabalhadores formais fazem "bico" para complementar a renda e manter as contas em dia, aponta pesquisa da BARE International.

Sem reajuste salarial e com os preços dos produtos pela "hora da morte", ao brasileiro só resta aumentar a jornada com outras atividades. O levantamento mostra que 76% dos entrevistados estão empregados, mas 56% não tiveram qualquer reajusta salarial.

A reforma trabalhista, feita pelo governo Temer e aprofundada por Bolsonaro, é a grande responsável. As mudanças na CLT deixam o trabalhador mais vulnerável. Muitos, para não perder o emprego, aceitam os abusos das empresas. Sem direitos e com a remuneração enxuta, só resta fazer bico.

Trabalhar como motorista de aplicativo nas horas vagas, cozinhar para fora, fazer artesanato e revender produtos nacionais e importados estão entre as principais atividades extras. Isso para quem ainda tem recursos para fazer bico, porque mais de 12 milhões estão sem ocupação atualmente no país.

Sem medidas do governo Bolsonaro, que literalmente vira às costas para a população, o número de brasileiros que atuam somente como freelancers também aumentou. No ano passado, 64% dos trabalhadores formais aderiram ao modelo, segundo a Closeer. Fonte: Bancários Bahia

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