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Agrotóxicos colaboram para câncer de mama



A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados colaboram para o desenvolvimento subtipos mais agressivos de câncer de mama em agricultoras. Ao longo dos últimos seis anos, pesquisadores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) observaram que as trabalhadoras expostas a agrotóxicos têm a doença mais jovens, com mais agressividade e pior prognóstico. Para piorar, Jair Bolsonaro já liberou cerca de 1.300 novos venenos desde 2019. Um dos fatores é que a maioria dos agricultores passam centenas de horas por ano em contato com pesticidas sem proteção e, geralmente, o preparo das substâncias é de responsabilidade das mulheres. Isso sem luva, sem EPI nenhum. Ainda dão suporte ao marido e aos filhos, que assumem a tarefa da pulverização. No Brasil, o câncer de mama é o que mais mata mulheres. Há anos a campanha Outubro Rosa tem como mote a necessidade de prevenção. O levantamento mostrou que 94% dessas mulheres se expõem preparando o ativo ou ainda lavando as roupas. As pessoas costumam se contaminar com agrotóxicos através da pele e aparelho respiratório. Apesar do incômodo e o desconforto das roupas, máscaras e botas para pulverização, a utilização dos EPIs é fundamental, sobretudo porque os produtos nocivos são associados a vários tipos de câncer, exemplo do sistema hematológico, sistema nervoso central e estômago.


Fonte: Bancários Bahia.

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