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Crise faz brasileiro aceitar até função degradante



Que falta emprego para o brasileiro todo mundo sabe. Mesmo assim, o governo nada faz para gerar novos postos e reaquecer a economia. Sem ocupação, o cidadão aceita qualquer tipo de trabalho, mesmo em condições degradantes.

Com o intuito de alertar a sociedade sobre a situação, o Ministério Público do Trabalho vai lançar uma lista com nomes de empresas e pessoas físicas já condenadas na Justiça por trabalho análogo à escravidão nos 24 Tribunais Regionais do Trabalho do país.

A lista suja da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho), do Ministério da Economia, divulga somente as empresas que foram condenadas administrativamente. Diante do desespero para ganhar qualquer dinheiro para sustentar a família, muita gente acaba não denunciando as práticas exploradoras e gravíssimas.

Segundo o MPT, entre 2003 e 2018, foram resgatados 45.028 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Brasil. Muitas vezes, sem carteira assinada, refeição, água potável, roupa de cama nem abrigo.

Crianças e adolescentes também são vítimas. Entre 2014 e 2018, o MPT recebeu 21.551 denúncias. Foram ajuizadas 968 ações e firmados 5.990 termos de ajustamento de conduta.

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