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Navalha nos bancos e 1,6 mil vagas são cortadas


Mesmo com aumento de 16,2% na lucratividade, que chegou a R$ 85,9 bilhões em 2018, os bancos não pensaram duas vezes na hora de passar a navalha no emprego. O setor fechou 1.645 postos de trabalho no primeiro trimestre de 2019. Só em março, 1.246 foram eliminados.

A crise que assola o país é grave. Atinge muitos setores, menos o sistema financeiro. Enquanto o número de trabalhadores despenca, o lucro só cresce. Para exemplificar, em 2017, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander, que respondem por 90% do emprego bancário, lucraram R$ 74 bilhões.

Em um cenário difícil, em que falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os bancos provam que não têm responsabilidade social. Pelo contrário. São mestres em extorquir a população com juros e tarifas abusivas.

Sobrecarga As demissões no setor bancário prejudicam não só os clientes, mas também os bancários que ficam nas agências. A sobrecarga é inevitável. Em dezembro de 2017, os cinco maiores bancos possuíam 857,65 clientes por empregado. No último mês 2018, a relação subiu para 892 clientes por emprego, alta de 4,1%. Realizar um atendimento humanizado se torna impossível.

Os dados foram são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), compilados pelo Ministério da Economia.

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