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Diferença de gênero no trabalho vai durar 209 anos


Por mais avanços que as mulheres tenham conquistado ao longo de séculos, ainda vai demorar para equiparar a diferença. De acordo com relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), mantido o atual ritmo de diminuição da distância entre mulheres e homens na realização de trabalhos domésticos e de cuidados, a igualdade só poderia ser alcançada em 209 anos, ou seja, em 2228.

Nos últimos 20 anos, não diminuiu a quantidade de tempo que as mulheres gastaram com cuidados não remunerados e trabalho doméstico. Já para os homens, houve um aumento apenas de 8 minutos. Segundo o relatório da OIT, em todo o mundo, há 647 milhões de mulheres em idade de trabalhar (21,7% do total da população feminina) que desempenham funções não remuneradas, frente a 41 milhões de homens (ou 1,5 %).

O cenário de desigualdade piora ainda mais para as mulheres que são mães. Somente 25% dos cargos com posição de chefia são ocupados por progenitoras de crianças com até 6 anos de idade, enquanto a participação sobe para 31% quando se consideram mulheres sem filhos pequenos. A diferença salarial entre homens e mulheres continua em média 20% maior para eles.

A implementação de medidas e políticas públicas concretas é a saída para a equidade de gênero. A criação de leis, apoiadas pelo investimento em serviços que consigam igualdade no campo de atuação, como cuidados e proteção social, e uma abordagem mais flexível para as horas de trabalho e para as carreiras profissionais, são ações possíveis para equiparar as diferenças.

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