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No Itaú, bancários sofrem com aumento de metas



Para os funcionários do Itaú, depois da implantação dos programas GERA, Evolui e Vai o aumento das metas é absurdo, apesar de o banco alegar que houve redução. No segmento IA e Emp, a empresa determinou que o tempo de fila não pode ultrapassar os 15 minutos e para o Uniclass e Personnalité o prazo são 10 minutos. Só que nos dois casos os bancários devem oferecer produtos para os clientes.

No atendimento no caixa o funcionário tem a oportunidade de fazer negócios, o que necessita de tempo para explicar o produto. Ou o empregado cumpre tempo de fila ou vende o produto. O GERA estabelecia a contabilização do tempo de espera na fila, mas o Itaú alterou, sem aviso prévio, o parâmetro em junho. Prejuízo para a performance dos funcionários.

O banco ainda implantou o programa chamado VAI. Nele o empregado deve fazer 30 contatos por dia e as ligações não completadas não são computadas. Deste total, obrigatoriamente oito devem ser efetivas e ao menos três precisam se converter na venda de algum produto.

Através do Evolui, ferramenta de avaliação, os gestores avaliam os empregados nas reuniões, baseados em eixos: X (vendas) e Y (a maneira como os colegas o avaliam). Os bancários são classificados em três quadrantes: “abaixo do esperado”, “dentro do esperado” e “acima do esperado”. Absurdo total.

Segundo a diretora da Federação da Bahia e Sergipe, Andreia Sabino, já foram realizadas rodadas de reuniões com o Itaú para cobrar melhorias nos programas e pedir pedimos ajustes e mais esclarecimentos sobre as regras. “O banco precisa entender que estamos há dois anos em pandemia e estamos passando por uma das piores crises econômicas. Como vender seguros e cartões para clientes que estão sem renda para comprar comida?”, questionou. Fonte: Bancários Bahia

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