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  • SEEB Juazeiro

Movimento sindical debate sobre o Saúde Caixa




Os representantes dos empregados da Caixa se reuniram em um encontro virtual no sábado (22/07), para debater sobre o futuro do plano de saúde da categoria, o Saúde Caixa. O objetivo foi consolidar propostas de seminários regionais realizados em todo o país para orientar o rumo da mudança do Acordo Coletivo específico sobre o plano, previsto para agosto.

O Saúde Caixa foi criado com princípios de solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo, garantindo que cada empregado contribua de acordo com a sua capacidade e que nenhum seja excluído com base na idade, além de assegurar o acesso aos serviços de saúde a todos que necessitem.

No entanto, a limitação de 6,5% da folha de pagamento para despesas do plano de saúde, integrada a partir de 2017, tem comprometido o modelo de custeio 70/30 e os princípios de mutualismo e solidariedade. O banco alega que a restrição é necessária para aumentar as provisões atuariais e evidenciar os compromissos futuros com o “benefício pós-emprego” que, para os empregados da Caixa são, principalmente, a Funcef e o Saúde Caixa.

As representações dos trabalhadores destacaram que, desde 2016, o Saúde Caixa e outros planos de saúde de estatais têm sido alvo de políticas de sucateamento e retirada de direitos nos governos de Temer e Bolsonaro.

Durante o encontro, a Caixa apresentou dados que apontam para um déficit de R$ 355 milhões, projetando um aumento nas mensalidades dos titulares e dependentes caso a restrição de 6,5% seja mantida. Atualmente, o banco arca com 57% dos custos do plano, mas este percentual tende a diminuir.

Com isso as projeções da empresa apontam para um aumento nas mensalidades dos titulares, que passariam para 6,46% em 2024 e 7,25% em 2025, e dos dependentes para 0,74% e 0,83%, respectivamente, caso a restrição seja mantida.

O movimento sindical expressou preocupação com o futuro do plano caso a limitação persista, afirmando que o teto estatutário impede que o banco invista o valor necessário, deixando os empregados da Caixa responsáveis por esta diferença. Além disto, foi levantada a questão da transparência dos dados sobre a utilização do plano pelos usuários, para que possa ser feita uma avaliação atuarial adequada.

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