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Bancários negros ganham menos do que brancos




No sistema financeiro, a desigualdade salarial entre raças é evidente. Os dados comprovam que o salário dos bancários negros (que incluem pretos e pardos) é 24% menor do que o dos brancos. Além disso, os empregados pretos de bancos possuem rendimento médio 27,3% menor do que o dos colegas brancos.

Para as mulheres pretas, a discriminação é ainda maior. As bancárias pretas ganham 59% menos do que a média dos homens brancos, segundo os dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e do Ministério do Trabalho da Previdência Social, compilados pelo Dieese, referente a 2019.

No Santander, a sustentabilidade com recorte racial evidencia a discrepância salarial. É que nos cargos de diretoria, 93,2% são brancos e apenas 3,6% são negros, assim como os funcionários negros ocupam mais os cargos operacionais, sendo 36,2% do total de trabalhadores nesta posição.

Outro dado preocupante em relação ao preconceito no setor bancário é que no Itaú 25,6% dos empregados se autodeclaram negros e apenas 15,4% ocupam cargos de gestão. Segundo os representantes dos funcionários, não existe um processo estruturado de valorização da comunidade negra.

Vale destacar que a representatividade racial dentro dos bancos era muito menor do que na sociedade em 2019, pois as pessoas pretas eram apenas 3,3% e as pardas 20,1%. O percentual de brasileiros que se autodeclaram brancos caiu de 46,3% para 43% entre 2012 e 2021 e o de pretos subiu de 7,4% para 9,1%. Pardos, de 45,6% para 47%.


Bancários Bahia

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