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Trabalhador informal escolhe entre comer e pagar aluguel


Enquanto o Ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que o pior da pandemia já passou, trabalhadores informais têm de fazer duras escolhas no dia a dia. Segundo estudo da USP (Universidade de São Paulo), a crise sanitária aprofundou as dificuldades dos 34,6 milhões de brasileiros que vivem na informalidade.

O levantamento que teve como base os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua revelou que para cada emprego formal fechado, dois informais ficaram sem trabalho desde a chegada da pandemia ao Brasil, em março. No total, 3,98 milhões de informais perderam a principal fonte de renda neste período. Sem contar o número de trabalhadores formais que ficaram desocupados, que somaram 1,1 milhão de pessoas.

Os relatos dos informais atingidos fortemente pela pandemia são de que acumulam meses de contas atrasadas, incluindo aluguel, luz e água, mas preferem investir o pouco que recebem em alimentação para família. O auxílio emergencial dá somente para o básico, e muitos temem com o fim.

Por outro lado, a equipe econômica do governo diz que o Brasil já vive uma retomada, mesmo quando o número de casos de contaminação por coronavírus continua crescente. Para piorar a situação econômica, Paulo Guedes, anunciou que o governo fará quatro grandes privatizações ainda em 2020.

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