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Mínimo sem ganho real: difícil para o brasileiro


Ao definir o salário mínimo de 2020 em R$ 1.039,00, o governo Bolsonaro joga pelo ralo a política de valorização adotada desde 2004 e estabelecida por lei em 2007.

O presidente Jair Bolsonaro estabeleceu o valor, que serve de referência para 49 milhões de pessoas, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), através de Medida Provisória. É um aumento que contempla apenas a correção pela inflação (pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC).

O reajuste é de 4,1% em relação ao atual salário mínimo, de R$ 998,00. Em nota técnica, o Dieese afirmou que a "interrupção do processo de resgate do valor histórico" da remuneração mínima do trabalhador brasileiro "deixa pelo caminho uma esperança de melhor condição de vida para milhões de pessoas e uma visão de civilização, onde as diferenças se estreitariam em benefício de todos".

Vale lembrar que, de acordo com o Dieese, o salário mínimo ideal para arcar com as despesas de uma família composta por quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência seria de R$ 4.021,39 em novembro do ano passado (último valor divulgado). Muito distante dos R$ 1.039,00.

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