© Copyright 2017 - Sindicado dos Bancários de Juazeiro e Região (SEEB)
Rua Sete de Setembro, nº 71 - Centro - Juazeiro/BA - CEP: 48.903-670
Fone: (74) 3611-3312 - E-mail: seebjuazeiroeregiao@yahoo.com.br
Todos os Direitos Reservados.

BANCOS FECHAM 3.051 POSTOS DE TRABALHO SÓ EM OUTUBRO

02.12.2019

 

 

No acumulado dos dez primeiros meses de 2019, já são 6.379 empregos a menos na categoria bancária; As consequências são o atendimento à população precarizado e bancários cada vez mais sobrecarregados e adoecidos

Mesmo com o lucro nas alturas, sempre crescente, os bancos brasileiros cortaram 3.051 postos de trabalho apenas em outubro. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), no acumulado dos dez primeiros meses de 2019 já são 6.379 empregos a menos na categoria bancária.

“Nos meses de setembro e outubro, os bancos intensificaram de forma absurda os cortes de postos de trabalho. Algo injustificável para um setor que só no primeiro semestre lucrou R$ 50,5 bilhões, somando os resultados somente dos cinco maiores bancos [Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil]”, critica a diretora de Comunicação do Sindicato de SP, Marta Soares.

“É uma total falta de responsabilidade social de empresas que operam como concessões públicas. Perdem bancários, cada vez mais sobrecarregados e adoecidos; clientes, que ficam com o atendimento precarizado; e o país, que já possui uma elevada taxa de desemprego. Cada vez menos bancários atendem cada vez mais clientes. Quadro que vai piorar caso os bancos apliquem a MP 905, objeto de negociação com a Fenaban, que permite o trabalho aos sábados, domingos e feriamos e aumenta a jornada para oito horas. É uma conta que não fecha”, acrescenta.

Rotatividade
Além de maximizar lucros com cortes de postos de trabalho, os bancos “ganham” com a rotatividade no setor. Segundo o Caged, em outubro, o salário médio dos bancários que ingressaram no setor (R$ 4.414) corresponde a apenas 60% do que recebiam em média os trabalhadores desligados (R$ 7.389).

Desigualdade de gênero
O Caged revela ainda a desigualdade de gênero no setor bancário. As mulheres que ingressaram no setor em outubro receberam, em média, R$ 3.386, 78% do que receberam em média os homens contratados (R$ 6.340).

Essa desigualdade também é constatada nos desligamentos. Bancárias que deixaram os bancos em outubro recebiam, em média, R$ 6.340, 75% do que recebiam os homens desligados no mesmo período.

“Mesmo mais escolarizadas, como demonstrou o Censo da Diversidade 2014, as mulheres continuam recebendo remuneração média menor do que os homens nos bancos. Para que o movimento sindical possa atuar de forma contundente para mudar essa realidade é necessário que a conheçamos em detalhes.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Vídeos

Please reload

Busca