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Bolsonaro quer aumentar jornada de trabalho dos bancários. Diga Não!



O movimento sindical repudia a Medida Provisória 905 que, novamente, tenta acabar com direitos dos bancários ao estabelecer o funcionamento das agências aos sábados e domingos e ainda ampliar a jornada de trabalho, que sai das atuais 6 horas para 8 horas.

A MP infringe a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) e também o dispositivo da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que garante o funcionamento das unidades, de segunda à sexta-feira, seis horas por dia.

Diante do ataque absurdo, o Comando Nacional dos Bancários realiza uma reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), nesta quinta-feira (14/11), para reafirmar os direitos da categoria garantidos pela CCT e pela CLT.

"Vamos pressionar para que os bancos respeitem nossas conquistas. Se preciso, iremos até as últimas consequências, inclusive com ações judiciais, para impedir o aumento da jornada, os ataques à PLR e as tentativas de abertura das agências no fim de semana", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos.

A medida do governo Bolsonaro também ataca a compensação de horas, prêmios e gratificações. Sem falar que ignora completamente a segurança, já que no fim de semana a circulação de pessoas nas ruas diminui e a atividade, por ter caráter financeiro, requer estratégias de vigilância, não só para os funcionários, como para os clientes.

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