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No BB, a luta pela manutenção dos direitos



Devido aos ataques do governo Bolsonaro com a clara intenção de privatizar o Banco do Brasil, o funcionalismo e o movimento sindical demonstram força total na luta para manter o caráter público da empresa.

O diretor Jurídico do Sindicato dos Bancários da Bahia, Fábio Lédo, ressalta a importância da mobilização a favor dos direitos duramente conquistados. "O momento é de unidade para impedir a privatização do banco e retrocessos nos direitos", reafirma.

As ameaças em relação à privatização do BB são antigas. A política de desmonte e de enfraquecimento adotada no governo de Fernando Henrique Cardoso comprova. Mas, graças a mobilização dos funcionários e dos sindicatos, a venda da instituição foi barrada.

Entre 1996 a 2002, os trabalhadores ficaram sem reajuste salarial e diversos planos de demissões foram abertos. Houve ainda redução do PCS (Plano de Cargos e Salários), retirada da licença prêmio, do abono, entre outros direitos, principalmente dos contratados após 1998.

Porém, o funcionalismo e as entidades representativas enfrentaram todas as lutas. Foram manifestações e greves. E, somente no início do governo Lula, em 2003, a política de reajuste zero foi derrubada. Consequentemente, houve retomada da recomposição salarial e a conquista de direitos.

Além do aumento salarial acima da inflação, garantido quase todos os anos entre 2003 e 2014, os funcionários do BB conquistaram o ponto eletrônico para comissionados, redução do banco de horas, comitê paritário de relações da saúde, 13ª cesta alimentação e auxílio funeral.

Teve ainda contribuição de 4,5% a Cassi por parte do BB, ampliação da licença maternidade para 180 dias, inclusão de companheiros homoafetivos no plano de saúde, carreira de mérito, entre outras.

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