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Sindicato denuncia farsa da reforma na Alba

22.05.2019

 

 

A reforma da Previdência atende as exigências do mercado financeiro. Não à toa as ações dos bancos dispararam quando o projeto do governo Bolsonaro chegou ao Congresso Nacional, no início do ano. Isso porque com a privatização do Sistema de Seguridade Social quase R$ 500 bilhões ficarão a disposição do sistema financeiro. Já o brasileiro, não vai se aposentar. 

 

A proposta é muito cruel. O modelo de capitalização implode o pacto de solidariedade entre o Estado, empresa e trabalhador e inviabiliza até o pagamento dos benefícios atuais. A população vai empobrecer, enquanto os bancos ampliarão ainda mais os lucros.

O alerta foi dado pelo presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, em um auditório lotado durante sessão especial sobre a reforma da Previdência, nesta segunda-feira (20/05), na Alba (Assembleia Legislativa da Bahia).   

 

Professor de Direito Previdenciário, Augusto Vasconcelos, destacou ainda que a Previdência não é responsável pela crise na economia nacional. Dados oficiais segregados pela ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais) confirmam. Em 2005, por exemplo, foi de R$ 72,7 bilhões. Em 2011, teve saldo positivo de R$ 76,1 bilhões, pulando para R$ 82,8 bilhões em 2012. Em 2015, ficou em R$ 11,7 bilhões.

 

Os números derrubam o argumento utilizado pelo deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara Federal, presente na sessão especial na Alba. Segundo o parlamentar, a reforma é necessária e de responsabilidade geracional. Portanto, algo deve ser feito. 

 

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) acredita que a proposta não passa pela Câmara, pois não conta nem mesmo com apoio integral da bancada governista.

 

O deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB), responsável pela realização da sessão especial, destacou que as regras propostas pelo governo atingem em cheio milhões de brasileiros que terão os benefícios reduzidos, se conseguirem se aposentar. A desigualdade certamente vai aumentar. "É fundamental levar em consideração a situação social do Brasil, sobretudo os segmentos mais vulneráveis".

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) denunciou ainda o perdão das dívidas das grandes empresas, inclusive os bancos, o que impacta na Previdência. A dívida é bem maior do que o falso déficit alegado pelo governo à Seguridade Social.  

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