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Desmonte do BNDES precariza a infraestrutura



Principal agente financiador, de forma direta e indireta, de rodovias, hospitais, metrôs, ferrovias, portos, pontes e obras de saneamento, o BNDES é alvo de desmonte no governo Bolsonaro. O resultado será a precarização da infraestrutura e o aumento das desigualdades.

O pensamento ultraliberal é de que as soluções de financiamentos estão nas mãos do mercado financeiro e que o BNDES pode ser drasticamente reduzido. Mas, basta voltar à história. Em 2008, quando a crise econômica abalava o mundo, a ação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, em fomentar grandes projetos para garantir a atividade econômica com geração de novos postos de trabalho e consumo, foi imprescindível para manter o Brasil em crescimento.

A grande questão é que com Bolsonaro, o volume de operações já tem caído. No primeiro trimestre do ano, as consultas por empréstimos no BNDES totalizaram R$ 8,3 bilhões. Em igual período de 2018, a soma foi de R$ 14 bilhões. Redução de 40,7%.

É bem verdade que o desmonte do banco começou com a mudança nas taxas de juros de longo prazo, que está mais cara, feita pelo governo Michel Temer e mantida pela equipe econômica de Jair Bolsonaro. Em abril de 2017, a Medida Provisória 777 e acabou com a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

Pelo visto, diante do perfil do governo, o cenário de aprofundamento da crise não deve mudar. O Brasil carece de um projeto de desenvolvimento. Gravíssimo.

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