Reforma da Previdência ignora dívida de empresas

13.11.2018

 

 

 A proposta da reforma da Previdência onera somente os trabalhadores. Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). 


A inadimplência das empresas equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Os números, levantados pela PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional), não são levados em conta na reforma de Michel Temer e nem existe nenhuma proposta de pagamento da dívida no novo governo de Jair Bolsonaro.


A concentração da divida está nas mãos de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. E contra a desculpa de que grande parte das organizações foram extintas, a PGFN estudou e classificou as 32.224 empresas que mais devem e constatou que apenas 18% foram desfeitas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.


Segundo a Procuradoria, nem toda a dívida pode ser recuperada. Grandes companhias falidas há anos estão no topo da lista de devedores, como as aéreas Varig e Vasp. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas. 

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