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Emboscada do rotativo fisga os desempregados

15.06.2018

 

 

A crescente perda de postos de trabalho resultante de política neoliberal tem feito muitas pessoas utilizarem mais o rotativo do cartão de crédito, quando o consumidor paga um valor menor do que o integral da fatura. Quem tem alta escolaridade faz usa menos. Os trabalhadores que perderam o emprego e beneficiários de programas sociais são os que mais caem na armadilha.

 

A pesquisa do Banco Central mostra que o cidadão com ensino superior deve na modalidade à vista ou parcelado com o lojista, 61%. Seguido do rotativo regular (25%), parcelado (23%) e rotativo não regular (3%). A soma é superior a 100% porque um consumidor pode ter dívidas em várias modalidades ao mesmo tempo. 

 

Os que devem apenas na modalidade à vista ou parcelada com o lojista (71,4%) têm emprego formal. Outros 2,1% recebem seguro-desemprego, 12,9% não recebem seguro ou Bolsa Família e 19,9% são beneficiários do programa Bolsa Família.

 

Ao todo, 49,9 milhões de consumidores estão na carteira ativa de cartão de crédito. Segundo o BC, consumidores com mais idade, renda alta e alto nível de instrução pagam taxas ainda menores porque representarem risco menor. Incoerência.

 

Os bancos que diferenciavam taxas de juros para adimplentes e inadimplentes, agora não podem mais fazê-lo. A partir deste mês, o CMN (Conselho Monetário Nacional definiu que as cobranças devem ser equiparadas entre os clientes regulares e irregulares. 
 

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