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Itaú torra dinheiro e deixa os aposentados na mão

13.06.2018

 

Os lucros extraordinários apresentados pelos bancos não representam melhorias nas condições de trabalho, nem valorização do funcionalismo. Mesmo com a lucratividade na casa dos R$ 25 bilhões em 2017 e de R$ 6,41 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o Itaú se recusa a pagar R$ 18 milhões referente a ação judicial movida por funcionários aposentados desde 1995.

A contradição é ainda maior porque o banco gasta uma fortuna para patrocinar a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde 2008, quando aceitou pagar US$ 105 milhões. O Itaú não revela o valor do contrato renovado em 2013, que vence em 2022. Menos do que pagava antes não deve ser.

Os bancários recorreram à Justiça porque com a implantação do plano Real houve mudança no reajuste da complementação das aposentadorias. No final, ao invés do valor ser ajustado a cada seis meses, seria anualmente. Desta forma, o Itaú deixou de considerar a inflação de três meses para fazer o reajuste: abril, maio e junho de 1994. A variação do benefício chegou a 215% no período por conta da inflação galopante.

Pela demora no processo e aos vários recursos apresentados, o Itaú foi multado em R$ 3 milhões pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) por Ato Atentatório à Dignidade da Justiça.

Para o banco, é mais fácil recorrer da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) e deixar de pagar os cerca de 15 reclamantes da ação que continuam vivos. No início do processo, eram mais 50. No caso dos falecidos, os valores devem ser repassados para os viúvos e viúvas, filhos e até netos.

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