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Bancos fecham 17.905 vagas em 2017


Ir à agência e ter atendimento humanizado, com pessoas que cuidam da vida financeira do cidadão, está cada vez mais raro no Brasil. Os bancos simplesmente estão extinguindo a profissão do bancário, embora formem o setor que mais lucra na economia.

Os números ajudam a elucidar. No ano passado, coloram nos cofres mais de R$ 60 bilhões. Em contrapartida, cortaram 17.905 postos de trabalho, sendo 673 na Bahia. São Paulo é o primeiro na lista, com 5.174 vagas eliminadas. Depois aparecem Paraná (menos 3.017) e Rio de Janeiro (menos 2.015).

Um cenário extremante ruim, com prejuízos a toda nação. Os clientes, que ficam têm sérios problemas para ter atendimento, e o país, que vê o índice de desemprego crescer, um mal para a economia nacional e o desenvolvimento.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostram que a Caixa foi o banco que mais eliminou vagas, 6.995 no total. O resultado é fruto da política de desmonte imposta pelo governo Temer às estatais.

A pesquisa mostra ainda que a maioria dos desligados está na faixa de remuneração mais elevada, média de R$ 7.456,00. Já os contratados ganham bem menos, R$ 4.139,00 em média. A discriminação de gênero também é visível e lamentável. Elas ingressam com salário médio de R$ 3.452,79 e eles, R$ 4.804,60. O mesmo cenário é verificado na dispensa - R$ 6.507,39 (mulheres) e R$ 8.463,66 (homens).

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