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Privatização da Eletrobras a todo custo


Mais uma prova de que as estatais estão na mira do grande capital internacional. Contrariando o desejo da sociedade, o governo Temer enviou, na última segunda-feira (15/01), ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma reclamação contestando a decisão da Justiça de Pernambuco, que suspende um artigo da medida provisória 814 que autoriza a venda da Eletrobras.


A alegação do governo é de que a Justiça usurpou uma atribuição exclusiva do STF ao deliberar sobre a constitucionalidade de uma medida provisória. O documento diz ainda que a proposta só poderia ter sido questionada em ação de inconstitucionalidade, aberta pelo Supremo.


Para ganhar apoio da opinião pública, o governo alega que a privatização da Eletrobras vai ajudar a reduzir o endividamento do Estado e deixar a conta de luz mais barata. Tudo mentira. A venda encarece a conta de energia elétrica, coloca em risco a segurança energética do país e a soberania nacional, e não tem impacto no endividamento da União.


A história mostra. O governo do tucano Fernando Henrique Cardoso utilizou o mesmo discurso na década de 1990 para privatizar a Vale do Rio Doce, as empresas de telecomunicações, 20 empresas do setor elétrico e toda siderurgia. Ainda assim, a dívida do setor público saiu de 32% do PIB em 1994 para 56% em 2002. Portanto, quem pensa que a venda vai ajudar o país está muito enganado.

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