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Governo de olho nos bancos públicos


Na tentativa de privatizar, o governo Temer investe pesado contra os bancos públicos. Depois de tentar transformar a Caixa em Sociedade Anônima, se volta com tudo contra o BB, com mais uma reestruturação que prevê o desligamento de funcionários, realocações e criação de novas funções.


A direção do banco alega que o conjunto de medidas não é parte de um novo processo de reestruturação. Mentira. Nas agências, centenas de vagas caixas foram extintas, prejudicando toda a população, sobretudo a mais carente. Os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que fazem o mesmo serviço, mas com salário menor.


Não é só isso. Outros direitos serão perdidos. Tudo garantido pela nova legislação trabalhista. O funcionário que aderir ao desligamento incentivado, por exemplo, recebe metade do aviso prévio e 80% do saldo do FGTS. Também não tem direito ao seguro-desemprego nem poderá acionar o BB na Justiça.


Não é de hoje que o governo Temer mira o Banco do Brasil. Em 2016, com o plano de "reorganização institucional" fechou agências, transformou outras em postos de atendimento e cortou postos de trabalho. A previsão inicial era de suspender as atividades em 402 unidades, mas, segundo o Dieese, 543 deixaram de prestar atendimento.


O número de funcionários também caiu drasticamente, saindo de 109.615 para 99.603 entre o primeiro semestre de 2016 e o mesmo período do ano passado. O Brasil perde com a política neoliberal. O BB é um dos principais financiadores do crédito agrícola no país, administra os repasses a programas com o Fundo Nacional de Saúde e o Fundo de Participação dos Municípios.

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