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Quase 100% das vagas criadas no setor privado são informais


Quase 100% das vagas geradas no setor privado neste ano foram informais, segundo uma análise do IBGE baseada nos dados extraídos da pesquisa Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30/11) pelo Instituto.


Os cálculos de Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, são aproximados e demonstram a tendência de informalidade verificada na geração de emprego recente no país.


A Pnad Contínua mostra que aproximadamente 2,3 milhões de postos foram criados neste ano de 2017, desde o trimestre iniciado em fevereiro. Destas, Azeredo avalia que cerca de 1,7 milhão são postos voltados para a informalidade, ou seja, é possível afirmar que 76% das vagas geradas dentro do ano têm características informais. O restante foi serviço público (511 mil).


O rendimento médio do trabalhador informal foi de R$ 1.253 no trimestre encerrado em outubro, 42% a menos que a média de todos os trabalhadores que foi de R$ 2.127. Houve um leve aumento em relação ao trimestre anterior, quando o informal ganhava em médica R$ 1.197.


É considerado vagas informais, trabalhos sem carteira assinada (721 mil), empregadores (187 mil), trabalhadores domésticos (159 mil), e por conta própria (676 mil) - modalidades consideradas de menor qualidade em relação aos postos com carteira assinada, protegidos pela lei trabalhista.


Os novos empregos com carteira ficaram em 17 mil no trimestre, um número considerado pequeno do ponto de vista estatístico.


Tamanha informalidade se explica pela crise. "Tem uma crise econômica em um cenário político conturbado que, de certa forma, inibe o processo de empreender e, consequentemente, cresce a informalidade. As pessoas estão entrando no mercado através de alimentação, comércio, uma construção de baixa qualidade", diz o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.


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