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Na Câmara, defesa dos bancos públicos


O desmonte dos bancos públicos foi denunciado durante plenária, realizada nesta terça-feira (05/12), na Câmara Federal, em Brasília. Presidida pelo deputado federal, Daniel Almeida (PCdoB-BA), a Comissão tratou ainda sobre os impactos na economia nacional.

O parlamentar lembrou que a política do governo Temer muito se assemelha ao do tucano Fernando Henrique Cardoso. Verdade. Assim como atualmente, na década de 90, milhares de bancários foram demitidos. Somente o BB, eliminou 36 mil postos de trabalho. A intenção era clara: privatizar.


A partir de 2003, o cenário começou a mudar. Vagas foram abertas e agências inauguradas nos quatro cantos do país. A Caixa, por exemplo, ampliou o quadro de empregados para cerca de 101 mil. Mas, com Temer, o pesadelo da privatização voltou e, de novo, postos de trabalho estão sendo eliminados. Na Caixa hoje são 87 mil bancários. O BB e o BNB também enxugaram os quadros.


Medida muito ruim para a economia nacional. É o Banco do Brasil, por exemplo, principal financiador da Agricultura Familiar. A Caixa domina o crédito habitacional. Também é gestora de importantes programas de inclusão social.


A deputada e presidente do Comitê Nacional em Defesa das Estatais, Érika Kokay, destacou ainda que, enquanto desmonta os bancos públicos, o governo Temer anistia dívidas bilionárias dos privados, como o Itaú que teve o perdão de R$ 25 bilhões e o Santander, de R$ 338 milhões.

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