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Bancos já cortaram 17.801 empregos em 2017

27.11.2017

 

Os bancos que atuam no Brasil fecharam 17.801 postos de trabalho entre janeiro e outubro de 2017, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). Foram 637 vagas a menos na Bahia e 112 em Sergipe neste período.

 

Os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 10.682 postos no período analisado. Nesses, já podem estar incluídos postos fechados em decorrência do PDVE do Banco Bradesco, porém, os seus impactos podem se estender até o final do ano, tendo em vista o prazo dado de até 180 para a efetivação dos desligamentos.

 

Sob forte ataque do governo Temer, a  Caixa foi responsável pelo fechamento de 6.827 postos, sendo 3.039 em março e 2.302 em agosto, os dois piores saldos apresentados. Meses, estes, seguintes às divulgações dos PDV’s, também, abertos pela instituição em 2017. O mês de setembro apresentou o primeiro saldo positivo na Caixa, desde março de 2015 (56 postos abertos), voltando a ser negativo em outubro (-38).

 

O fechamento dos postos bancários concentrou-se na faixa etária entre 50 a 64 anos, com 14.643 dispensas. Esse dado é indicativo do resultado dos PDV’s anunciados, por se destinarem a bancários aposentados ou em vias de se aposentar. Os saldos positivos concentram-se na faixa etária entre 18 e 25 anos (6.422 postos), sendo que o saldo positivo se estende apenas para bancários com até 29 anos de idade.

 

As 10.195 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e outubro de 2017 receberam, em média, R$ 3.468,53. Esse valor corresponde a 71,1% da remuneração média auferida pelos 10.369 homens contratados no mesmo período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos. As 19.817 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 6.547,45, o que representou 77,3% da remuneração média dos 18.548 homens desligados dos bancos no período.

 

Os resultados confirmam a falta de compromisso dos bancos com o Brasil e seus funcionário, uma vez que têm mantido lucros bilionários apesar da crise  financeira apresentada em outros setores da economia.

 

Com informações da Contraf. 

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